House of Cards
I don't want to be your friend
I just want to be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Fall off the table,
Get swept under
Denial, denial
The infrastructure will collapse
Voltage spikes
Throw your keys in the bowl
Kiss your husband goodnight
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine
Fall off the table,
And get swept under
Denial, denial
Denial, denial
Your ears should be burning
Denial, denial
Your ears should be burning
Denial, denial
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Radiohead - House Of Cards (Live at 93 Feet East)
Quanto a House of Cards...
Radiohead... como sempre, em altas! a perfeição como eles bem sabem alcançar!!!! Realço esta pequenas parte:
"I don't want to be your friend
I just want to be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts"
Porque eu sei... o que interessa é tentar! E o que importa é viver!
(pena que o meu comportamento e todo o contexto não obedeça a isto)
75 vezes!?!?!?!?
.. foi precisamente este o número de vezes que uma doente tocou à campainha durante um turno de 8 Horas.... queixas álgicas? Não! dificuldades respiratórias? Não! desconforto pré-cordial? Não! Polaquiúria? Não! Necessidade de evacuar sem qualquer êxito? Também não? Comichão no hallux? Não, também não? Roupa enrugada/enrolada debaixo das costas? Não! Tentativa desesperada de chamar a atenção semqualquer queixa pertinente? Não, também não! Será que o facto de a doente ter medicação no domicilio que os Exmos Sr.s Doutores esqueceram de manter teve influência? não faço a mínima ideia!!!!!
Foi preciso que as doente passassem duas noites, aliás 48H em claro e que uma delas descompensasse? Foi preciso que esta noite tivesse sido tão horrível ao ponto de eu temer pela saúde desta mesma doente, pois cheguei a imaginar que uma outra doente, qualquer outra se levantasse e tentasse sufocá-la com a almofada... a sério que tive medo!! Ninguém imagina o que é o pesadelo real de estar a satisfazer algumas necessidade humanas básicas a esta doente, e nem dois minutos depois ela tocar novamente à campainha para exigir exactamente o oposto do que tinha sido feito a seu pedido... Ninguém imagina o que é estar desde as 4H da manhã até às 8h com esta mulher sempre a berrar, a chamar, por queixas inespecíficas que não chegam a ser queixas, só por dois motivos: por tudo e por nada.. e o tempo que demoramos a chegar à enfermaria, uma vez que temos mais doente para além daquela que também necessitam de cuidados (pois somos apenas um/uma), ela esta constantemente a repetir o mesmo, a ponto das outras doentes desatarem aos berros com ela para se calar... ninguém sabe o que é ser imponente face a isto.. ninguém sabe o que é chegar ao estado de desespero, em que nem a medicação funciona com esta doente, medicação pedida já em último recurso a médico de banco... que para esta mulher não passou de água.... ninguém sabe o que é não perceber e não compreender e não saber já quais as alternativas aos olhares desesperados das outras doentes para as ajudar-mos... ninguém sabe a sensação de inutilidade que se sente face a isto, e face ao fracasso de nós mesmo para resolver esta situação.... e depois a sensação de ter falhado e de ter perdido a razão quando, nós mesmos já gritamos ao doente (com diminuição da acuidade auditiva) que é má e que não tem respeito nem por ela mesma nem pelos outros doentes.... e ela ainda se ri na nossa cara a dizer que não é... ninguém sabe o que isto é.. até passar por isso mesmo... mas penso que qualquer Enfermeiro ou Auxiliar já passou por isto....
E, se já passou deve saber o que é vir para casa e ter pesadelos com toda a situação, e acordar irritado, ansioso, inquieto, e passar o resto do dia com uma neura e a desejar mal a tudo e a todos, numa forma de projectar a sua impotência... acho que caminho para o Burnout a trote...
Esta doente morreu hoje.. às 13H... e terminaria o texto como o comecei, mas não adiantaria de nada... porque ee posicionei-a quantas vezes ela pediu, dei-lhe água tantas vezes quantas ela referiu sede, coloquei-lhe a arrastadeira tantas vezes quantas ela solicitou, dirigi-me a ela todas as vezes que ela tocou à campainha para pedir "absolutamente nada", nem sequer companhia.. e agora ela morreu assim, de um momento para o outro.. e eu prossigo com a minha vida e com a noite tatuada em mim, como a dor de um estalo, sem qualquer alívio, sem qualquer possibilidade de passar.. porque ela acabou por sossegar, e a minha consicência, e o meu eu?!
sexta-feira, janeiro 25, 2008
à laia do epílogo....
E eu respeito-o a ele, à banda à qual ele pertence, à sua música, às suas defesas.. e orgulho-me de ser sua fã!
OOO...oooo....oo. Olha! descobri uma coisa boa em mim, gostar de gostar de Pearl Jam! Até nisto os Pearl Jam são fixes!
terça-feira, janeiro 22, 2008
En voix bas...
j'ai beaucoup de rêve pour moi, qui n'envolve pas l'amour, qui n'envolve pas cette ville, ces personnes... j'ai beaucoup de rêves qui, à la fin, ne m'envolvent pas... j'ai eu beaucoup d'eux que j'ai perdu au loin des années que ont passé. j'ai beaucoup de peur, peur por eux, car ils ont eu perdu en quelque lieus, en quelques temps.. ils n'ont pas eu l'opportunnité de se réaliser. et tou que je peut dire aujourd'hui c'est que j'ai les rêvé autrefois...
Aujourd'hui j'ai quelques autres rêves... rêves que qui assissent sur les autres ci-dessus...
Aujourd'hui je suis le même fille qui existe un jour il ya longtemps...
Aujourd'hui je ne sens plus de force sur moi! J'ai cet oppotunnité, et je ne sais pas qu'est-ce que vais faire si je la perdre...
(aos compreendidos na matéria, isto vai cheio de erros.. mas dei o meu melhor, sem dicionário!)
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Resumo da minha vida:
Há uma relação inversamente proporcional entre aquilo que eu quero e aquilo que obtenho!
Realmente, quem mo disse toda a minha existência que eu sou um atraso de vida, que vou acabar seca, só e amargurada, uma mal amada, e que sou uma inútil e ainda que não sei fazer nada, tinha e tem razão... não vale a pena, simplesmente não vale a pena... :(
quinta-feira, janeiro 03, 2008
426€
GOVERNO PS... HÁ 3 ANOS A CRIAR EXCÊNTRICOS!
LOLOLOLOL (parabéns à malta do Contra Informação, porque hoje bem cedo depois de me ter engasgado e, portanto, de me ter saído leite pelas narinas, arrancaram-me uma gargalhada que ainda agora a ver o telejornal e a ver o nosso poder de compra baixar ainda mais, ainda me consigo rir)
sexta-feira, dezembro 28, 2007
A todas a mensagens
... de um feliz ano novo, vão levar com esta seguinte resposta: "ya, para ti tb...", e isto só para não fazer desfeita!
Almofada numa mão e Kainever na outra...
.. é assim que preconizo mais uma passagem de ano... esquecer que se comemora mais um ano que se passou, nos quais não atingi os meus objectivos que fui estabelecendo aos poucos, e a entrada noutro (ano), para os quais já há muito que não realizo quaisquer tipos de desejos... sim, há muito tempo que me deixei de formular desejos e de fazer promessas! De um modo ou de outro, pois até eu que só prometo quando sei que o posso cumprir, sei de antemão, que comigo mesma sou uma nódoa nisso de que não me magoar, de tentar ser diferente, de tentar fazer as coisas de maneira diferente... vá lá, tenho que ser honesta, tenho 25 anos, se tivesse que ter mudado algo tê-lo-ia feito na adolescência.. e isso, não o fiz! Sou um caso perdido, quer mude o segundo, a hora , o mês ou o ano!
Mas não é apenas isso.. a passagem de ano lembra-me as discussões infidáveis que ocorriam em casa, com a minha excelentíssima irmã mais velha a dizer que ia sair, e o seu digníssimo pai a berrar-lhe e a dizer que não, acabando sempre, mas sempre, por ela levar a dela avante.. com a última palavra do mesmo senhor sobre mim, a dizer-me que, em tom autoritário e ameaçador.. "e tu, vê lá se tens juízo para não seres como ela e deixares a tua mãe com o coração nas mãos cada vez que sais nestas noites!".. Ora eu, que desde pequena ouço estes sermões sem ter nada a haver com o assunto, penso para mim mesmo.. para quê chatear-me?! Ano atrás de ano que a pessoa com quero quero passar este tipo de eventos, além de não querer passá-lo comigo (e de, cá para mim, nem sequer se lembrar de que eu existo), ainda está a passar com quem ele mesmo quer, para quê ficar acordada a pensar nisso e a sentir o sofrimento que se que se apresenta com uma peso sobre o peito (tipo Enfarte)... por isso mesmo, que desde há três anos para cá que noite de 31 para 1 de um ano passado para o ano vindouro que é: almofada numa mão e estazolam na outra e nem se fala mais nisso, qd acordo, já passou (na realidade questiono-me sobre a noite que essa pessoa passou, como deve ter festejado e com quem... o meu cérebro pode sr muito cruel para mim esma) e nem o fogo de artifício ouço... coisa ridícula pois está tudo tão caro e esta gente ainda vai gastar dinheiros do contribuintes em pirotécnia... portanto! á que não tenho uma folga do trabalho desde dia 15 de dezembro, nem sequer consigo estudar, posso desde já adiantar que vai ser bom entrar em estado comatoso graças ao raio do estazolam!!!
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Caldeira de Alcatrão n.º26 e n.º58....
Finalmente começaram a alcatroar o troço de estrada aqui no fim do mundo, aliás, fim do mundo ao lado da carreira de Tiro, da freguesia de Tornada, local onde o Gato perdeu as botas na cidade do c*r*lh* de Judas.... de modo que neste ultimos três dias estacionaram aqui dois veículos antiquíssimos que depositam alcatrão. segundo os maquinistas que operam estas magníficas máquinas, este será o seu último trabalho... depois disto: reforma vitalícia, falecimento impeditivo... UMA PENA! Se bem que mereçam o descanso do justo guerreiro, mereciam melhor sorte do que uma sucata... talvez um museu, no centro de uma rotunda, em frente a um museu.. qualquer coisa.... ora se os franceses aproveitaram uma gare de comboios e hoje é, simplesmente, o mais belo museu qe já tive oportunidade de visitar (Museu d'Orsay), acho que não custava aproveitar estas beldades... porque são de facto lindas!


Então entretive-me nesta última meia hora a fotografá-las, a trepá-las, sentar-me no lugar do maquinista e a pensar no porquê do nosso estado comprar um quadro num valor indubitavelmente estúpido, quando estes belos artigos têm tanto valor pelo seu trabalho, como pela sua história, ou simplesmente pela sua beleza... mas penso que sou apenas eu, que encontro nos veículos antigos um motivo para sorrir e sonhar um pouco com outras eras.. realmente acho que gosto mesmo de história e destes pedaços de tempos passados... mas resumindo.. São lindíssimos, mesmo sujos de alcatrão, ferrugem, com remendos improvisados.. enfim, castigos do trabalho duro, e do tempo que já passou, a que são sujeitos, tanto as máquinas como maquinistas.. deixo aqui algumas fotos:




Muitas fotos ficam por mostrar.. mas algumas, prefiro quardar apenas para mim....
quinta-feira, dezembro 13, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Há muito muito tempo...
ALF... era eu uma criança, ELE tinha a capacidade de me fazer acreditar que ser diferente não era propriamente ser menos ou pior... ela fazia-me rir, mas eu tinha pena porque ELE sentia-se só. E eu adorava-O! Embora na realidade o aspecto fosse diferente, o contexto fictício, a verdade é que ELE não era assim tão diferente: tinha emoções, tinha dor, sentimento, intenção, sonhos.. mas fazia com que tudo parece-se muito mais fácil do que é.... ou então era apenas porque eu era uma miúda, e agora já não o sou...
Hoje, é apenas mais um dia....
It Makes No Difference
"It makes no diff'rence where I turn
I can't get over you and the flame still burns
It makes no diff'rence, night or day
The shadow never seems to fade away
And the sun don't shine anymore
And the rains fall down on my door
Now there's no love
As true as the love
That dies untold
But the clouds never hung so low before
It makes no diff'rence how far I go
Like a scar the hurt will always show
It makes no diff'rence who I meet
They're just a face in the crowd
On a dead-end street
And the sun don't shine anymore
And the rains fall down on my door
These old love letters
Well, I just can't keep
'Cause like the gambler says
Read 'em and weep
And the dawn don't rescue me no more
Without your love I'm nothing at all
Like an empty hall it's a lonely fall
Since you've gone it's a losing battle
Stampeding cattle
They rattle the walls
And the sun don't shine anymore
And the rains fall down on my door
Well, I love you so much
It's all I can do
Just to keep myself from telling you
That I never felt so alone before
It Makes No Difference" (The Band - Rick Danko)
... mais um dia dos seis últimos anos, e não há nada que o mude, e o teu número de telm não apago, porque há muito que já não o tenho...
"It makes no diff'rence where I turn
I can't get over you and the flame still burns
It makes no diff'rence, night or day
The shadow never seems to fade away
And the sun don't shine anymore
And the rains fall down on my door
Now there's no love
As true as the love
That dies untold
But the clouds never hung so low before
It makes no diff'rence how far I go
Like a scar the hurt will always show
It makes no diff'rence who I meet
They're just a face in the crowd
On a dead-end street
And the sun don't shine anymore
And the rains fall down on my door
These old love letters
Well, I just can't keep
'Cause like the gambler says
Read 'em and weep
And the dawn don't rescue me no more
Without your love I'm nothing at all
Like an empty hall it's a lonely fall
Since you've gone it's a losing battle
Stampeding cattle
They rattle the walls
And the sun don't shine anymore
And the rains fall down on my door
Well, I love you so much
It's all I can do
Just to keep myself from telling you
That I never felt so alone before
It Makes No Difference" (The Band - Rick Danko)
... mais um dia dos seis últimos anos, e não há nada que o mude, e o teu número de telm não apago, porque há muito que já não o tenho...
Azeda...
Existe uma que é minha prima...
.. que me chamava de estúpida porque nunca curti com nenhum tipo... que me chamava estúpida porque eu tinha (e tenho complexos), que me chamva estúpida porque eu queria passar discreta, que me chamava estúpida porque eu me refugiava nos estudos, como única fonte de apoio, que me chamava estúpida porque eu era tímida, que me infernizou a vida nos festivais de verão porque queria estar noutro lado, ou com qualquer outras pessoas, leia-se gajos, que me fazia sentir ridícula, ou me fazia de ridícula porque queria que eu sentisse orgulho na merda que eu via, e vejo, ao espelho... Hoje eu trabalho e sei que isso não é tudo, também sei que não aproveitei nada da adolescência e que ela fez tudo o que havia para fazer.. fez bem...
Hoje eu também sei que tenho apenas um trabalho e um dois amigos de verdade, também sei que a quero bem longe de mim... também sei que ela tem tudo o que é importante na vida, menos o trabalho na sua área.. parabéns para ela...
Eu vou continuar a ser a estúpida que era, sem precisar que ela mo relembre constantemente....
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